Prostituição infantil e pedofilia assustam platinenses
São atualmente oito casos de pedofilia que estão sendo investigados e dezenas de meninas se prostituindo diariamente, inclusive no período diurno no centro e na periferia de Santo Antônio da Platina.Instituições, como o Ministério Público, polícias civil e militar, conselho tutelar, igrejas,escolas e parte da Imprensa se mostram indignados, mas o sentimento é de quase impotência diante do quadro grave que se estabeleceu no município.
Informaçõe apuradas durante as últimas duas semanas, indicam que dos oito casos de pedofilia, pelo menos a metade está praticamente comprovada.
Normalmente os abusos são feitos pelo padastro ou alguém próximo da família,como vizinhos.Um dos mais chocantes e recentes é de um garoto de nove anos, cujo padastro teria forçado sexo anal e machucado a região.O menor está na Casa Lar,abrigo especializado na cidade, longe do convívio do provável criminoso.
O que facilita é a falta de cultura e de perspectivas de ascensão social, ingestão de bebidas alcoólicas, impunidade e a proximidade física.Na maioria das vezes, as famílias dormem todas juntas em colchões e os poucos cômodos nos casebres são separados por cortinas.
Outro dado impactante é que muitas vezes a mãe sabe que o filho ou filha sofre de abusos sexuais , mas se cala por medo(quase sempre é o parceiro ou alguém conhecido quem comete a violência) ou interesse financeiro, quando há prostituição.
Não que apenas pessoas de baixa renda sejam vítimas dessas violências.Outra informação relevante é que há dois agenciadores de meninas, os chamados "cafetões", que as entregam a aposentados na praça São Benedito.Alguns deles jogam cartas para passar o tempo e aproveitam uma tarde ensolarada, por exemplo, para levarem as meninas a locais reservados para a prática de sexo.As crianças são de idade de 15 a 12 anos.
O que atrapalha o trabalho da polícia é a cumplicidade de adultos, que não denunciam e a possibilidade de prisões apenas em caso de flagrante.
O que se percebe ainda é que algumas mocinhas vestem uniformes escolares, mas ficam perambulando pelas ruas, em busca de "clientes" e usualmente em más companhias.Quando os responsáveis descobrem, já há uma trajetória de programas sexuais, vícios etc.
Além dos óbvios traumas físicos desses menores, os psicológicos são da mesma forma brutais, como a falta de auto-estima, carência afetiva e todo tipo de complexo.
Seguramente, com as raríssimas exceções,serão adultos problemáticos.Ou, marginais.
A realidade é esta.
NP Diário
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