sábado, 11 de junho de 2011

Falta de médico deixa plantão até 30% mais caro em Joaquim Távora

 
A desigualdade na distribuição de médicos no Brasil acompanha outros abismos sociais existentes no país. Infelizmente, a diferença não está ocorrendo apenas entre estados, mas também entre regiões do Paraná.
Um exemplo é Joaquim Távora que para conseguir atrair um médico plantonista vem gastando em média 30% do que investe no setor com o pagamento de especialistas. Para não deixar a população sem atendimento nos finais de semana, a secretária tem pagado até R$ 2 mil por plantão de 24 horas.
Há cerca de 350 mil médicos espalhados por todo o Brasil. Não fosse a disparidade na repartição desses profissionais, poderia ser dito que a situação brasileira é melhor que a de países como o Japão (com um médico para cada 952 habitantes), Reino Unido (um para 869 pessoas) e Argentina (um para 740). A média recomendada pela OMS visa garantir que a população tenha assistência médica, assim como os profissionais tenham um número satisfatório de pacientes. No ranking brasileiro, o Paraná ocupa o 7.° lugar, com um profissional para cada grupo de 586 habitantes.
No ano passado, a prefeitura de Joaquim Távora desembolsou quase R$ 800 mil para pagar especialistas e procedimentos cirúrgicos de pequena e média complexidade em outras cidades. A secretária Adalgisa Panichi revela que já foram organizados dois concursos para contratar médicos sem exigir especialização. “Nem os salários os atraem”, comenta.
A prefeitura mantém um ônibus e vários veículos de passeio disponíveis todos os dias para levar e trazer pacientes, que vão para Jacarezinho, Santo Antônio da Platina, Ibaiti, Londrina, Curitiba e até São Paulo. Somente no ano passado foram feitos mais de 5 mil atendimentos fora do município.

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