Além da reunião da Amunorpi e do Encontro sobre Café, a festa ribeirão-clarense apresentou outras iniciativas.
O 2º Leilão de Gado de Corte Mulheres atraiu pecuaristas de toda a região no último sábado,dia nove. O evento aconteceu no recinto de leilões do Centro de Eventos de Ribeirão Claro e fez parte da programação oficial da 15ª Fescafé. Os participantes do leilão foram recebidos para um almoço beneficente em prol da Santa Casa e os trabalhos foram iniciados por volta das 14h. Conduzido pelo leiloeiro Pedro Henrique, da Lapa Leilões, o evento foi considerado um sucesso pelos organizadores com a participação de 40 grandes pecuaristas de Ribeirão Claro e do Norte Pioneiro. Todos os animais arrematados puderam ser financiados por linhas de crédito especiais concedidas pelo Banco do Brasil.
O segundo dia da 15ª Fescafé foi aberto pelo 12º Encontro de Pecuária. A iniciativa trouxe técnicos, produtores de leite, autoridades políticas, representantes de sindicatos, associações e técnicos do Programa Balde Cheio.
O objetivo foi apresentar informações sobre qualidade do leite, técnicas de manejo, análise do mercado e a evolução do Programa Balde Cheio. As palestras do encontro foram feitas pelo coordenador do Programa Leite das Crianças, Francisco Perez Júnior, da assessora da Comissão de Pecuária de Leite da FAEP, Maria Silva Cavichia Digiovani e o assistente técnico Cooperideal, Adriano Guerreiro Rangel.
Foi comentada a Instrução Normativa 51, que é o instrumento normatizador da qualidade do leite cru, matéria prima para os leites de consumo e de uso na produção de derivados. Dois dos objetivos são melhorar de forma contínua a qualidade do leite e atender o Código de Defesa do Consumidor.
O leite é um meio ideal para o desenvolvimento de microorganismos benéficos ou patogênicos. O leite pode ser usado para curar algumas doenças, mas também pode transmitir doenças como brucelose e tuberculose. A contaminação do leite depende da contaminação inicial e da temperatura de conservação do produto. O leite brasileiro não vai para mercados com grande exigência porque ainda não produzimos com qualidade.
O Norte Pioneiro representa 4% da produção anual do Paraná, em torno de 3,3 bilhões de litros. Em Ribeirão Claro, a produção de leite subiu 22%, passando de nove milhões de litros em 1999 para 11 milhões de litros em 2009. “A produção pode ser aumentada, mas de nada adianta produzir mais sem qualidade”, avaliou. “Temos condições propícias e uma empresa que compra a produção”, justificou.
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