quarta-feira, 14 de março de 2012

Arapoti - Município entra na briga por Frigorífico


As cooperativas Castrolanda, Batavo e Capal estão acertando os detalhes finais de uma parceria que vai resultar na construção de um frigorífico de suínos na região. O projeto está orçado em R$ 100 milhões e já foi aprovado pelos associados. Ele será executado em duas fases. Na primeira, terá capacidade para abate de 2,3 mil animais por dia e, depois, deve dobrar de tamanho. A intenção é que as obras comecem neste primeiro semestre de 2012 e que a inauguração aconteça no segundo semestre de 2013.
 Alguns terrenos na região estão sendo estudados e o objetivo é ter uma área de cerca de 40 hectares em local que facilite a logística de distribuição. A forma de participação de cada cooperativa está sendo discutida e uma das possibilidades é pelo volume de fornecimento de suínos. Os associados das três já atuam na área mas, como não possuem frigorífico próprio, fornecem para terceiros, entre eles a BRF - Brasil Foods e empresas menores.
"Como vendemos animal vivo, estamos em um mercado não muito seguro", diz o presidente da Castrolanda, Frans Borg. Com a industrialização, segundo ele, a meta é dar mais garantias e sustentabilidade aos criadores. Borg conta que a ideia é abater para trabalhar com cortes e também embutidos.

 Entre as definições pendentes está a marca. "Podemos industrializar com marca própria e também prestar serviços para terceiros", diz Borg, que está conversando com possíveis interessados.
 Hoje, a Castrolanda, que fica no município de Castro, é a que tem o maior núme-ro de suínos entre as três (cerca de 60%), enquanto a Bata-vo, de Carambeí, e a Capal, de Arapoti, dividem o restante.
 Não é a primeira vez que esses grupos se associam. Já atuaram em conjunto no passado, com a marca Batavo, antes de decidirem vender o negócio nos anos 90 para a Parmalat. Na sequência, o controle foi para a Perdigão e para a BRF.
 Atualmente, essas cooperativas têm intercooperação na área de leite. Mas, com o frigorífico, farão o maior investimento conjunto dos últimos anos. Parte dele deve ser financiado - 70% a 80%. Os suínos terão como destino os mercados doméstico e externo. A Castrolanda, que atua na industrialização de batata, leite e ovinos, com marca própria e de terceiros, deve ficar com a gestão do frigorífico, mas as decisões serão compartilhadas. Ela é a maior das três: faturou R$ 1,29 bilhão em 2011. As receitas da Batavo somaram R$ 873 milhões e as da Capal, R$ 459 milhões.
Antes da parceria na área de suínos, a Batavo investiu R$ 60 milhões, em 2011, em uma fábrica de leite e criou a marca Frísia para voltar ao varejo. A unidade fica em Ponta Grossa.

A industrialização tem sido o caminho das cooperativas do Paraná nos últimos anos para crescer e remunerar melhor o produtor. No ano passado, elas faturaram, no total, R$ 30 bilhões.


POTI ARTICULA VINDA DE FRIGORÍFICO
O pré-candidato a prefeito Jan Roelof Pot, o Potinho (PSD), pediu para o deputado Eduardo Sciarra e ao secretario da agricultura do Paraná, Norberto Ortigara a interferência para que o frigorífico seja implantado em Arapoti. Segundo ele a cidade de Carambei não tem interesse da instalação pelo fato de não ter mão de obra, e o frigorífico deve gerar 600 empregos diretos e 2000 indiretos.
Para o vereador, que esta muito entusiasmado com esta possibilidade, caso isto ocorra irá ajudar muito no desenvolvimento da cidade, gerando empregos e rendas para os munícipes em todos os aspectos.

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