Edson José de Almeida, de 30 anos, trabalhava no setor de produção de rações quando foi soterrado por farelo de soja.
Segundo testemunhas, Almeida teria tentado desobstruir com um rodo a passagem do produto armazenado em um elevador quando foi surpreendido sem ter como se proteger.
“Ele estava em pé e ficou por quase cinco minutos coberto pelo farelo. Só dava para ver o pé”, contou uma das testemunhas.
De acordo com o irmão da vítima, Mateus Sebastião de Almeida, 28, que também trabalha no mesmo setor da empresa, o procedimento é comum, mas não oferece segurança aos funcionários.
“Sempre que acumula o farelo fazemos a desobstrução - sem nenhum equipamento de segurança - para liberar na piscina.”, disse o irmão referindo-se ao tanque de armazenagem, com capacidade para 40 toneladas.
Companheiros ainda conseguiram retirar o trabalhador e o encaminharam ao Hospital, onde faleceu logo após dar entrada.
No atestado de óbito, o médico responsável, Dr. Aurélio Filipak, declarou que Almeida foi vítima de infarto agudo do miocárdio, mas não detalhou a causa.
O laudo feito sem o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal causou indignação nos familiares, que procuram a polícia.
Por volta das 16h30, quando já acontecia o velório, o delegado determinou o encaminhamento do cadáver ao IML de Jacarezinho para a realização da autópsia.
Almeida, que trabalhava há mais de sete anos na empresa será sepultado nesta quinta-feira, em Joaquim Távora.
informepolicial
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