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A Polícia Civil com apoio de efetivo da Rotam realizou operação "pente
fino" de surpresa, na noite desta terça-feira dia 22, no Setor de
Carceragem de Jundiaí do Sul e evitou nova fuga de detentos. Por volta
de 22 horas, os policiais vistoriaram a cela seguro, intitulada "latão" e
descobriram um buraco na laje de aproximadamente 30 centímetros de
diâmetro por 32 com de profundidade. "Pelo apurado, o plano dos detentos
era fugir nesta madrugada" disse o delegado Tristão Antônio Borborema de Carvalho, presente na operação.
A situação carcerária da Comarca de Ribeirão do Pinhal
é dramática e extremamente preocupante. Há três anos Ribeirão do
Pinhal, cidade sede, está sem setor de carceragem. Isso porque, em
dezembro de 2009, após provocação do Ministério Público que constatou
avarias no solo e que provocou rachaduras na carceragem, a então juíza
Renana Maria Fernandes Sassi determinou a retirada imediata dos presos.
Sem saída e sem planejamento, eles foram removidos às pressas para as
cidades de Abatiá e Jundiaí do Sul. A primeira conta com
apenas um escrivão de polícia de carreira, que está prestes a se
aposentar,enquanto Jundiaí do Sul não há policiais civis lotados.
Atualmente,
o Setor de Carceragem de Abatiá, destinado ao abrigo de mulheres e
adolescentes infratores, foi desativado porque o único servidor está em
férias e aposentará em seguida. Investigadores de polícia lotados em
Ribeirão do Pinhal se alternam em Jundiaí do Sul para poder dar
assistência aos detentos.
"Mesmo com essa situação, nos
esforçamos para manter a segurança desta cidade, trabalhando em nosso
período de folga, com investigações e prisões conforme temos noticiado",
assinalou Carvalho.
O delegado assinalou terem sido
realizadas reformas nesses anos para amenizar o problema. Segundo
ele,houve reformas nas unidades de Abatiá e principalmente Jundiaí do
Sul, onde houve reforço nas celas, iluminação, grades na entrada da
unidade para segurança dos plantonistas, elevação de muros que
circundam, concertinas, câmeras, reforma de uma cela desativada,
edificação de banheiro e pintura além da construção de mais duas fossas
sépticas.
Em Abatiá, houve construção de uma cela para
mulheres e outra para adolescentes infratores,além de elevação do muro
que circunda a unidade e colocação de concertinas.
Mas, mesmo
assim, o Setor de Carceragem de Jundiaí do Sul foi interditado
judicialmente em março de 2012 pelos fatores de risco e precariedades de
estrutura: local ermo, sem pavimentação asfáltica, cercada de terreno
baldio, próximo da rodovia, sem iluminação pública nas cercanias, sem
efetivo da Polícia Militar permanente na cidade para apoio imediato e
sem rede de esgoto.
A insegurança e a fragilidade são
patentes. Após 11 meses de tranquilidade, no dia 23 de novembro de 2012
11 presos fugiram da unidade cavando um túnel pelos fundos. Dos 11, seis
detentos já foram recapturados. Atualmente a unidade abriga 26 presos. A
capacidade é para oito detentos.
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