A
secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos começou, nesta
sexta-feira,dia primeiro, a assumir a administração de 60 carceragens de
delegacias do Paraná, que estavam a cargo da Secretaria da Segurança
Pública. Os recém-contratados 975 agentes de cadeia pública começaram a
trabalhar sob a chefia do delegado local. Eles cumprirão jornada diária
de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso.
No Norte
Pioneiro são cinco cidades beneficiadas,todas com superlotação. A seguir
confira a capacidade das cadeias e o atual número de presos:
Andirá: Capacidade 36 e presos 49;
Cambará 38 e 56;
Ibaiti:22 e 41;
Jacarezinho 46 e 115
Santo Antônio da Platina 32 e 108.
Com
a transferência, policiais que cuidam de presos serão liberados para o
trabalho de investigação. Ainda este mês, os secretários da Justiça,
Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, e da Segurança
Pública, Cid Vasques, assinam resolução conjunta definindo critérios
para a transferência definitiva dessas unidades, a ser concluída no
primeiro semestre deste ano.
“Estamos fazendo tudo em
conjunto porque as duas secretarias de Estado têm os mesmos objetivos,
de aplicar as políticas públicas definidas pelo governador Beto Richa
para as áreas da Justiça e da Segurança Pública em todo o Paraná”, disse
Cid Vasques.
“O governo é um só, por isso nossas ações se
convergem no sentido de combater o crime e dar maior segurança à
população, velando pelo cumprimento de pena de quase 28 mil homens e
mulheres que estão presos tanto nas penitenciárias quanto nos distritos
policiais do Estado”, reiterou Maria Tereza.
Para o
secretário da Segurança Pública, o contingente de agentes contratados
será um reforço importante nos distritos policiais, uma vez que a SESP
prorrogou por 60 dias os contratos temporários de 198 agentes de
carceragem, cujos contratos venceram quinta-feira (31). “Com isso,
teremos já um contingente que permite a liberação de policiais civis que
passarão a cumprir as suas funções de investigar e combater o crime em
todo o Paraná”, disse Vasques.
O número de agentes de cadeia
pública contratados pela Secretaria da Justiça será maior. Outros 260
profissionais deverão ser incorporados nos próximos meses, uma vez que o
governador Beto Richa autorizou a contratação de 1.235 agentes. “Nem
todas as vagas foram preenchidas na primeira chamada do teste seletivo
realizado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em novembro
passado. Por isso, estamos fazendo novas chamadas para concluir o
efetivo que necessitamos para 26 distritos policiais do Paraná”, informa
Maria Tereza. Contratados por um ano, com possibilidade de ampliação de
contrado para até mais 12 meses, os novos agentes de cadeia pública
passaram por um curso de capacitação nas últimas semanas.
Para
a secretária da Justiça, a transferência da administração das
carceragens não será mera mudança de comando. “Além de liberar os
policiais civis para seu trabalho de investigação e combate ao crime,
dando maior segurança aos cidadãos paranaenses, vamos poder investir em
medidas de ressocialização desses presos, incorporando educação e
trabalho dentro das possibilidades de cada estabelecimento”, destacou.
Maria Teresa informou que será feito um levantamento rigoroso da
situação de cada preso, para o acompanhamento permanente da sua condição
de apenado.
As 60 carceragens têm hoje 6.792 presos em 2.796
vagas, situação que deve mudar nos próximos meses. “A superlotação é um
problema histórico que estamos solucionando, e a sua resolução leva um
tempo. Nosso compromisso é acabar com a superlotação de cadeias do
Paraná e vamos conseguir até o final desta gestão, numa parceria muito
estreita com a Secretaria da Segurança Pública”, disse Maria Tereza. Ela
lembra que em dois anos o excesso de presos em cadeias do estado que
era de 11.718 presos já foi reduzido em mais de 6 mil detentos.
npdiario
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