quinta-feira, 16 de abril de 2009

Gaeco denuncia bando por atentado contra juíza em Arapoti


 

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Paraná, apresentou nesta terça-feira, dia 14, denúncia criminal contra oito pessoas acusadas de envolvimento no atentado praticado contra a juíza de Arapoti, Fabiane Matiê Sato. No dia 19 de novembro de 2008, a casa da magistrada foi alvejada por diversos tiros. O crime ocorreu semanas depois da realização de uma grande operação do Gaeco na cidade, que culminou com a prisão de 23 pessoas – entre elas um delegado, um escrivão, investigadores de polícia e policiais militares, além de traficantes e autores de roubos. 

O Ministério Público denunciou Leandro Jonas, Thiago Ray da Silva, Adilson Maia, Norivaldo da Silva, Wagner Campolin de Melo, Marcelo Justiniano dos Reis, Everaldo Josauro Prestes Cordeiro e João Alberto Paulika pelos crimes de quadrilha, coação no curso do processo e roubo (tentado e consumado), entre outros. A ação penal foi protocolada junto à Vara Criminal de Arapoti, onde o processo deve tramitar. 

As investigações sobre o atentado contra a casa da juíza foram concluídas pelo Gaeco na semana passada. Os autores seriam integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a residências e caminhões que atuava em Arapoti e municípios da região, com articulação inclusive na Cadeia Pública da cidade – foi apurado que até a ordem para o crime contra a magistrada partiu de um dos presos, via telefone celular. 

O Gaeco é o braço do MP que trata do combate ao crime organizado e do controle externo da atividade policial. Há unidades do Grupo em Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel e Guarapuava. Todas são compostas por policiais civis e militares e por integrantes do Ministério Público – Procuradores e Promotores de Justiça – que são responsáveis pela coordenação das ações. 

NP Diário

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