Falta de
museus, teatros, casas da cultura e a escassez aterrorizante de
atividades de cunho cultural marcam de forma negativa o cenário que ao
menos deveria ser classificado como deste segmento. Nos 26 municípios
que compõe a micro região do Norte Pioneiro, apenas Siqueira Campos tem
um museu propriamente dito. Dá pra contar nos dedos de uma mão as
cidades que possuem casas da cultura e teatros. Algumas prefeituras ao
menos têm um departamento operante. E o pior de tudo: a falta de
cobrança da população por uma iminente melhora nesse quadro.
Mas que nem tudo são críticas. Em alguns municípios existem eventos tradicionais e departamentos atuantes que ainda, em um território que pode ser considerado hostil, lutam para estabelecer uma “relação cordial” entre os eventos culturais e a grande massa.
Jacarezinho, por exemplo, deve ser usado como parâmetro no que diz respeito à realização de eventos culturais. O Fejacan (Festival Jacarezinhense da Canção) e o EnCena são acontecimentos tradicionais de reconhecimento nacional. Enquanto o primeiro atrai músicos de toda a parte do País e sempre conta com um grande nome da música brasileira, o segundo traz à região atores e companhias teatrais consagrados para quatro dias de apresentações.
Claro que nem todas as prefeituras do Norte Pioneiro têm condições financeiras de custear eventos desse nível, e é aí que entra um trabalho baseado no esforço do departamento, caso de Ribeirão Claro. Lá são promovidas oficinas, festivais, concursos, exposições de artistas entre uma série de atividades voltadas para o incentivo da cultura, de variadas formas. “O segredo é o esforço. Culpar a falta de interesse da população ou a falta de recursos é muito fácil, o que os departamentos de Cultura precisam fazer é agir”, afirma Narda Jorosky, chefe do departamento de Cultura de Ribeirão Claro. “Aqui nós temos apoio total do prefeito Maurício, mas quando não há esse apoio não se pode ficar refém, tem que buscar formas de agir”, sugere.
“Esse panorama só vai mudar quando as pessoas tomarem consciência da importância que a cultura tem”, prevê Narda, se referindo não apenas aos gestores municipais, mas à população como um todo. “Nós oferecemos dezenas de atividades para a população. É um trabalho difícil, muitas vezes não se dá a importância necessária, mas com o tempo vai aparecendo uma mudança de como as pessoas enxergam as questões culturais e vão aprendendo a dar mais valor”, completa.
Siqueira Campos, por sua vez, é uma cidade com contrastes no segmento cultura. Se por um lado é o único município da Amunorpi (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro) que tem um museu, também conta com uma casa da cultura que há mais de 10 anos teve sua construção paralisada e nunca mais retomada. A obra, imponente e que poderia ser uma referência em toda região, atualmente é usado como refugio por moradores de rua e usuários de drogas.
O espaço onde seria o auditório está tomado por lixo – assim como boa parte das outras dependências. O que seria o saguão de entrada tem um aspecto que se aproxima a um bar abandonado, com bitucas de cigarro, copos e garrafas quebradas.
Para o recém empossado chefe do departamento de Cultura de Siqueira Campos, Arnaldo Luskla, a conclusão dessa obra é uma das prioridades. “A prefeitura já está fazendo um levantamento técnico sobre as condições do lugar e do que seria necessário para terminar essa obra, que é um antigo sonho dos moradores daqui. A partir daí vamos atrás de recursos para concluir a construção da casa da cultura”, promete.
Contudo, os planos de Luska vão bem além de reformas físicas (incluindo a reforma do Museu Histórico de Siqueira Campos, que deve acontecer ainda este ano). O chefe do departamento quer a democratização da cultura no município. “Queremos interagir com a população para promover eventos e atividades que respeitem as tradições do nosso povo e que ao mesmo tempo possa enriquecer culturalmente nossa cidade”, explica. “Além disso atender os pedidos da população”.
Para isso, Luska pretende criar o Plano Municipal de Cultura e o Conselho Municipal de Cultura, ferramentas que deverão ser atuantes durante sua gestão à frente do departamento, e sugerir uma maior interação entre os departamentos de toda a região. “Precisamos trocar mais experiências, promover eventos interligados e lutar para diminuir essa pobreza cultural que hoje infelizmente é uma realidade no Norte Pioneiro”.
Mas que nem tudo são críticas. Em alguns municípios existem eventos tradicionais e departamentos atuantes que ainda, em um território que pode ser considerado hostil, lutam para estabelecer uma “relação cordial” entre os eventos culturais e a grande massa.
Jacarezinho, por exemplo, deve ser usado como parâmetro no que diz respeito à realização de eventos culturais. O Fejacan (Festival Jacarezinhense da Canção) e o EnCena são acontecimentos tradicionais de reconhecimento nacional. Enquanto o primeiro atrai músicos de toda a parte do País e sempre conta com um grande nome da música brasileira, o segundo traz à região atores e companhias teatrais consagrados para quatro dias de apresentações.
Claro que nem todas as prefeituras do Norte Pioneiro têm condições financeiras de custear eventos desse nível, e é aí que entra um trabalho baseado no esforço do departamento, caso de Ribeirão Claro. Lá são promovidas oficinas, festivais, concursos, exposições de artistas entre uma série de atividades voltadas para o incentivo da cultura, de variadas formas. “O segredo é o esforço. Culpar a falta de interesse da população ou a falta de recursos é muito fácil, o que os departamentos de Cultura precisam fazer é agir”, afirma Narda Jorosky, chefe do departamento de Cultura de Ribeirão Claro. “Aqui nós temos apoio total do prefeito Maurício, mas quando não há esse apoio não se pode ficar refém, tem que buscar formas de agir”, sugere.
“Esse panorama só vai mudar quando as pessoas tomarem consciência da importância que a cultura tem”, prevê Narda, se referindo não apenas aos gestores municipais, mas à população como um todo. “Nós oferecemos dezenas de atividades para a população. É um trabalho difícil, muitas vezes não se dá a importância necessária, mas com o tempo vai aparecendo uma mudança de como as pessoas enxergam as questões culturais e vão aprendendo a dar mais valor”, completa.
Siqueira Campos, por sua vez, é uma cidade com contrastes no segmento cultura. Se por um lado é o único município da Amunorpi (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro) que tem um museu, também conta com uma casa da cultura que há mais de 10 anos teve sua construção paralisada e nunca mais retomada. A obra, imponente e que poderia ser uma referência em toda região, atualmente é usado como refugio por moradores de rua e usuários de drogas.
O espaço onde seria o auditório está tomado por lixo – assim como boa parte das outras dependências. O que seria o saguão de entrada tem um aspecto que se aproxima a um bar abandonado, com bitucas de cigarro, copos e garrafas quebradas.
Para o recém empossado chefe do departamento de Cultura de Siqueira Campos, Arnaldo Luskla, a conclusão dessa obra é uma das prioridades. “A prefeitura já está fazendo um levantamento técnico sobre as condições do lugar e do que seria necessário para terminar essa obra, que é um antigo sonho dos moradores daqui. A partir daí vamos atrás de recursos para concluir a construção da casa da cultura”, promete.
Contudo, os planos de Luska vão bem além de reformas físicas (incluindo a reforma do Museu Histórico de Siqueira Campos, que deve acontecer ainda este ano). O chefe do departamento quer a democratização da cultura no município. “Queremos interagir com a população para promover eventos e atividades que respeitem as tradições do nosso povo e que ao mesmo tempo possa enriquecer culturalmente nossa cidade”, explica. “Além disso atender os pedidos da população”.
Para isso, Luska pretende criar o Plano Municipal de Cultura e o Conselho Municipal de Cultura, ferramentas que deverão ser atuantes durante sua gestão à frente do departamento, e sugerir uma maior interação entre os departamentos de toda a região. “Precisamos trocar mais experiências, promover eventos interligados e lutar para diminuir essa pobreza cultural que hoje infelizmente é uma realidade no Norte Pioneiro”.
folhaextra
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