quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Santo Antônio da Platina - FIES ( financiamento estudantil) está proibido na FANORPI

Ex-donos preparam fuga internacional enquanto escândalo e crise aumentam
  Proibido financiamento estudantil na Fanorpi
 A nova proprietária da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi), a União Nacional das Instituições de Ensino Superior Privadas(UNIESP),está proibida de fazer contratos do Fies(Financiamento Estudantil).Qualquer pessoa interessada pode obter essa informação ligando para o 0800 616161, do Ministério da Educação.O 0800 funciona 24 horas por dia, mas o atendimento personalizado é feito só das oito às 20 horas de segunda a sexta-feira.
Mais: os ex-donos Regina e Vinícius Maluly já teriam  regularizado os passaportes para fugir do problema e deixar tudo por conta da atual diretora-geral,Graça Zurlo.Nesta quinta-feira, dia 21, os alunos fariam protesto no começo da noite, vestidos de preto em sinal de luto pela situação e principalmente pela antecipação do início das aulas para as 18h30m em vez do horário normal, 19h30m, para evitar o pagamento do adicional noturno aos funcionários.A manifestação não foi confirmada pelos líderes estudantis, que podem deixar para a semana que vem.
A situação se agrava cada dia mais porque as informações são truncadas e esporádicas.Os estudantes estão apreensivos,entre outros motivos,porque não há transparência, apesar dos esforços de Zurlo.A maioria dos alunos é de cidades da região e sempre chegou por volta das 19 horas no estabelecimento de ensino.Por isso, alguns estudam entrar com reclamação em órgãos de defesa do consumidor.

Nesta tarde de quarta-feira, a diretora geral declarou para a reportagem estar visitando sala por sala para esclarecimentos, "só que consigo passar duas salas por noite porque demoram  nos questionamentos, se passo rápido eles dizem que não dou a devida importância, com aconteceu na segunda-feira quando comecei com as visitas, num primeiro momento foi realizada reunião com os representantes de ônibus, motoristas, em seguida com  representantes de sala, na terça-feira visitei o 5o. período de Pedagogia e o 3o.de Moda, mas fica difícil atingir todos ao mesmo tempo. Entendo a insatisfação deles e tenho procurado fazer meu melhor, mas para ambas as partes".
Ela sublinhou : "Quanto aquela questão do MEC, ligamos para eles, fizemos os cadastros dos alunos que contrataram e nesta quarta ou quinta-feira um funcionário vai até o banco para checar todas as fontes, mas até agora não obtivemos a informação de que o financiamento estudantil estaria bloqueado, o cadastro está liberado e as contratações acontecendo normalmente".
Zurlo também disse que toda a documentação sobre esse item está na faculdade e à disposição de todos.
 
Há rumores e também informações de fontes críveis todos os dias.A última indica que a Fanorpi teria sido comercializada por 800 mil reais somente porque teria uma dívida de R$ 6 milhões, inclusive por não recolhimento previdenciário.
Os vereadores estão prontos para a criação de uma CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) com o objetivo precípuo de segurar Maluly e sua esposa no Brasil para eventuais depoimentos no plenário.
As notícias são negativas a todo momento.O Ministério Público obteve liminar da Justiça, semana passada,proibindo a Uniesp de Presidente Venceslau(SP) de fazer propaganda tida como enganosa dos cursos que oferece. A decisão atende pedido do promotor de Justiça do Consumidor no município, André Luis Felício, que promoveu ação civil pública contra o grupo educacional com foco principalmente nos supostos benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) divulgados pela Unisep.
A liminar também determina que a instituição continue a fornecer os serviços educacionais aos alunos que se matricularam “atraídos pelas falsas promessas” da instituição.
O inquérito civil instaurado pela promotoria chegou à conclusão que o grupo educacional vinha atraindo alunos sob a falsa promessa de que os cursos oferecidos seriam financiados por meio do Fies e pagos, ao final, pela própria Uniesp. A documentação enviada ao MP por 47 alunos teria comprovado a prática.Nesse processo, o promotor argumentou que os consumidores que fizeram a matrícula foram levados a crer que a Uniesp bancaria os custos do financiamento, mas, como foi verificado nos próprios bancos que fazem o Fies, toda e qualquer documentação desse procedimento é feita no nome dos aluno e, portanto, eles são os responsáveis pelo pagamento.
Além disso, o promotor assinalou que no inquérito ficou provado que a entidade educacional encaminhou a documentação para contratação do Fies com informações falsas sobre os alunos, fazendo constar, em alguns casos, que estudantes matriculados no campus de Presidente Venceslau estavam vinculados a outras instituições educacionais, algumas situadas em outro Estado. Além disso, majoravam os valores das mensalidades.A Promotoria de Justiça do Consumidor, então, pediu na ação a proibição da Uniesp de continuar com as propagandas, bem como mantivesse regularmente matriculados os alunos atraídos sob tal promessa de Fies pago.
O juiz da 1ª Vara Cível de Presidente Venceslau, Thomaz Corrêa Farqui, concedeu a liminar determinando que a Uniesp deixe de veicular tais propagandas, sob pena de pagar multa de R$ 500 mil. A decisão também determina que, até o julgamento definitivo da ação civil, a entidade continue prestando os serviços educacionais aos alunos matriculados, permitindo-lhes acesso às aulas, a material e a informações, bem como às provas e demais atividades do curso.

Na verdade, desde o sugestivo dia 1º de abril de 2011 todas as unidades da instituição estão proibidas pelo Ministério da Educação de oferecer o Fies, entretanto, mesmo não podendo fazer o financiamento, segundo investigações do Ministério Público, o grupo educacional tem burlado a determinação de modo fraudulento.
O MEC revelou que uma faculdade do grupo em Presidente Prudente(SP) foi a primeira do grupo a ser proibida de oferecer o Fies, há dois anos, mas como foi constatada desobediência à determinação e continuidade nas denúncias do gênero, a suspensão foi estendida em junho de 2012 a todas as unidades do Grupo Uniesp até que sejam concluídas as investigações em andamento no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e na Secretaria de Educação Superior (Sesu).
Com os indícios de fraude, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, além do próprio Sesu, passaram a investigar a instituição. Dentre as várias denúncias, os principais pontos de apuração são o programa Uniesp Solidária, em que a faculdade se compromete a pagar o Fies do aluno, bem como a incidência de mensalidades majoradas e convênios com outras instituições para captação de estudantes para adesão ao financiamento com o MEC.

O clima de apreensão no Norte Pioneiro segue e já há quem aposte que o negócio será desfeito em função da repercussão extremamente negativa não só nos meios policiais, acadêmicos e políticos, mas em toda a sociedade da região, que assiste - estarrecida - a arrogância vencendo a Justiça e  a dissimulação driblando a Verdade.

A Fanorpi era um sonho e um orgulho.
Com a imagem trincada, se transformou num pesadelo e numa vergonha.
 
npdiario

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