Ex-donos preparam fuga internacional enquanto escândalo e crise aumentam
A
nova proprietária da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi), a União
Nacional das Instituições de Ensino Superior Privadas(UNIESP),está
proibida de fazer contratos do Fies(Financiamento Estudantil).Qualquer
pessoa interessada pode obter essa informação ligando para o 0800
616161, do Ministério da Educação.O 0800 funciona 24 horas por dia, mas o
atendimento personalizado é feito só das oito às 20 horas de segunda a
sexta-feira.
Mais: os ex-donos Regina e Vinícius Maluly já
teriam regularizado os passaportes para fugir do problema e deixar tudo
por conta da atual diretora-geral,Graça Zurlo.Nesta quinta-feira, dia
21, os alunos fariam protesto no começo da noite, vestidos de preto em
sinal de luto pela situação e principalmente pela antecipação do início
das aulas para as 18h30m em vez do horário normal, 19h30m, para evitar o
pagamento do adicional noturno aos funcionários.A manifestação não foi
confirmada pelos líderes estudantis, que podem deixar para a semana que
vem.
A situação se agrava cada dia mais porque as informações
são truncadas e esporádicas.Os estudantes estão apreensivos,entre outros
motivos,porque não há transparência, apesar dos esforços de Zurlo.A
maioria dos alunos é de cidades da região e sempre chegou por volta das
19 horas no estabelecimento de ensino.Por isso, alguns estudam entrar
com reclamação em órgãos de defesa do consumidor.
Nesta
tarde de quarta-feira, a diretora geral declarou para a reportagem
estar visitando sala por sala para esclarecimentos, "só que consigo
passar duas salas por noite porque demoram nos questionamentos, se
passo rápido eles dizem que não dou a devida importância, com aconteceu
na segunda-feira quando comecei com as visitas, num primeiro momento foi
realizada reunião com os representantes de ônibus, motoristas, em
seguida com representantes de sala, na terça-feira visitei o 5o.
período de Pedagogia e o 3o.de Moda, mas fica difícil atingir todos ao
mesmo tempo. Entendo a insatisfação deles e tenho procurado fazer meu
melhor, mas para ambas as partes".
Ela sublinhou : "Quanto
aquela questão do MEC, ligamos para eles, fizemos os cadastros dos
alunos que contrataram e nesta quarta ou quinta-feira um funcionário vai
até o banco para checar todas as fontes, mas até agora não obtivemos a
informação de que o financiamento estudantil estaria bloqueado, o
cadastro está liberado e as contratações acontecendo normalmente".
Zurlo também disse que toda a documentação sobre esse item está na faculdade e à disposição de todos.
Há
rumores e também informações de fontes críveis todos os dias.A última
indica que a Fanorpi teria sido comercializada por 800 mil reais somente
porque teria uma dívida de R$ 6 milhões, inclusive por não recolhimento
previdenciário.
Os vereadores estão prontos para a criação de
uma CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) com o objetivo precípuo de
segurar Maluly e sua esposa no Brasil para eventuais depoimentos no
plenário.
As notícias são negativas a todo momento.O
Ministério Público obteve liminar da Justiça, semana passada,proibindo a
Uniesp de Presidente Venceslau(SP) de fazer propaganda tida como enganosa dos
cursos que oferece. A decisão atende pedido do promotor de Justiça do
Consumidor no município, André Luis Felício, que promoveu ação civil
pública contra o grupo educacional com foco principalmente nos supostos
benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) divulgados pela
Unisep.
A liminar também determina que a instituição continue a
fornecer os serviços educacionais aos alunos que se matricularam
“atraídos pelas falsas promessas” da instituição.
O inquérito
civil instaurado pela promotoria chegou à conclusão que o grupo
educacional vinha atraindo alunos sob a falsa promessa de que os cursos
oferecidos seriam financiados por meio do Fies e pagos, ao final, pela
própria Uniesp. A documentação enviada ao MP por 47 alunos teria
comprovado a prática.Nesse processo, o promotor argumentou que os
consumidores que fizeram a matrícula foram levados a crer que a Uniesp
bancaria os custos do financiamento, mas, como foi verificado nos
próprios bancos que fazem o Fies, toda e qualquer documentação desse
procedimento é feita no nome dos aluno e, portanto, eles são os
responsáveis pelo pagamento.
Além disso, o promotor assinalou
que no inquérito ficou provado que a entidade educacional encaminhou a
documentação para contratação do Fies com informações falsas sobre os
alunos, fazendo constar, em alguns casos, que estudantes matriculados no
campus de Presidente Venceslau estavam vinculados a outras instituições
educacionais, algumas situadas em outro Estado. Além disso, majoravam
os valores das mensalidades.A Promotoria de Justiça do Consumidor,
então, pediu na ação a proibição da Uniesp de continuar com as
propagandas, bem como mantivesse regularmente matriculados os alunos
atraídos sob tal promessa de Fies pago.
O juiz da 1ª Vara
Cível de Presidente Venceslau, Thomaz Corrêa Farqui, concedeu a liminar
determinando que a Uniesp deixe de veicular tais propagandas, sob pena de pagar multa de R$ 500 mil.
A decisão também determina que, até o julgamento definitivo da ação
civil, a entidade continue prestando os serviços educacionais aos alunos
matriculados, permitindo-lhes acesso às aulas, a material e a
informações, bem como às provas e demais atividades do curso.
Na verdade, desde o sugestivo dia 1º de abril de 2011 todas as unidades da instituição estão proibidas pelo Ministério da Educação de oferecer o Fies, entretanto, mesmo não podendo fazer o financiamento, segundo investigações do Ministério Público, o grupo educacional tem burlado a determinação de modo fraudulento.
O
MEC revelou que uma faculdade do grupo em Presidente Prudente(SP) foi a
primeira do grupo a ser proibida de oferecer o Fies, há dois anos, mas
como foi constatada desobediência à determinação e continuidade nas
denúncias do gênero, a suspensão foi estendida em junho de 2012 a todas
as unidades do Grupo Uniesp até que sejam concluídas as investigações em
andamento no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e na
Secretaria de Educação Superior (Sesu).
Com os indícios de
fraude, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, além do
próprio Sesu, passaram a investigar a instituição. Dentre as várias
denúncias, os principais pontos de apuração são o programa Uniesp
Solidária, em que a faculdade se compromete a pagar o Fies do aluno, bem
como a incidência de mensalidades majoradas e convênios com outras
instituições para captação de estudantes para adesão ao financiamento
com o MEC.
O clima de apreensão no Norte Pioneiro segue e já há quem aposte que o negócio será desfeito em função da repercussão extremamente negativa não só nos meios policiais, acadêmicos e políticos, mas em toda a sociedade da região, que assiste - estarrecida - a arrogância vencendo a Justiça e a dissimulação driblando a Verdade.
A Fanorpi era um sonho e um orgulho.
Com a imagem trincada, se transformou num pesadelo e numa vergonha.
npdiario
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